Polícia indicia empresário denunciado por racismo contra ex-funcionárias em Salvador
Funcionárias denunciam racismo e agressão de empregador em Salvador A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o empresário Adalberto Argolo dos Santo...
Funcionárias denunciam racismo e agressão de empregador em Salvador A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o empresário Adalberto Argolo dos Santos por racismo qualificado pelo uso nas redes sociais. Ele foi denunciado por duas ex-funcionárias, que relataram terem sido agredidas fisicamente e ridicularizadas com ofensas racistas na internet. Ele nega as acusações. Segundo Mônica Freitas e Naiane Ferreira, elas foram agredidas pelo ex-chefe em um centro empresarial em Salvador, na terça-feira (6). Ninguém foi preso. As mulheres trabalharam na empresa do suspeito por pouco mais de um ano. Enquanto eram funcionárias, elas afirmaram que foram ameaçadas pelo homem. "Ele dizia que se a gente saísse da loja dele para trabalhar para outra pessoa, iria matar a gente, que não aceitava ser traído, que se estivéssemos desviando clientes ele iria se vingar. Toda reunião tinha ameaça", afirmou Mônica. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Há cerca de quatro meses, as funcionárias mudaram de emprego, mas seguiram trabalhando no mesmo edifício comercial em que funciona a sede da empresa do suspeito. Segundo Naiane, após a saída, as intimidações continuaram nos corredores. Elas até pensaram em prestar queixa na delegacia, mas não deram andamento no processo por medo. Segundo vítimas, ex-patrão postou fotos das confraternizações comparando a cor das funcionárias Redes sociais No fim de dezembro de 2022, duas fotos nas redes sociais surpreenderam as ex-funcionárias. Nelas, o suspeito fez uma comparação entre a equipe presente na confraternização de 2024 e a de 2025, e afirmou que o "nível melhorou" após haver uma "clareada" na foto. Veja fotos acima. 2024 - "Não é à toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternização de 2024, eu pensei que estivesse na Somália". 2025 - "Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito! A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina". Ao ver as postagens, Mônica e Naiane salvaram as fotos como provas. Ao ser procurado pela TV Bahia, o suspeito afirmou que as imagens são montagens. Confusão aconteceu em prédio comercial de Salvador Redes sociais Na terça-feira, Mônica contou que andava pelo corredor do edifício com um cliente, quando o ex-patrão esbarrou nela. Logo depois, começaram as agressões. "Ele falou que eu não trabalharia mais ali e que iria se vingar de mim", contou. Uma terceira mulher, que é filha do suspeito, também participou das agressões. Naiane afirmou que foi até o local após ouvir a gritaria e, ao ver a amiga sendo agredida, entrou na briga também. "Levei um murro na cabeça e caí", relembrou. O vídeo que circula nas redes sociais mostra a confusão entre as mulheres e o ex-patrão. Segundo o suspeito, assim como as fotos, os vídeos foram editados. Ele ainda afirmou que a confusão começou quando a filha dele foi agredida. Em nota, o condomínio afirmou que repudia qualquer forma de violência, sobretudo contra mulheres, e que o caso se trata de uma situação isolada. Disse ainda que está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário. Em contato com a produção da TV Bahia, Adalberto Argolo dos Santos disse que as imagens com conteúdo racista são montagens e que as denúncias são falsas. Sobre as agressões, ele afirmou que aconteceu depois da filha dele ser agredida. Ex-funcionárias denunciam ex-patrão por agressão e racismo após postagem nas redes sociais LEIA TAMBÉM: Ex-participante do The Voice Brasil denuncia que foi vítima de injúria racial em academia de Salvador: 'Urso do cabelo duro' Idoso é preso por injúria racial após ofender mulher em mercado de Salvador Mercadinho de Salvador é condenado a pagar R$ 20 mil a ex-funcionário por racismo recreativo Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️